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Arquivo da Categoria Inflação

sexta-feira, 20 de maio de 2011 Alimentação, Consumo, Família, Inflação, Supermercado | 19:11

A volta das garrafas de refrigerante retornáveis

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Lançada em meados de abril em algumas cidades do interior do Estado de São Paulo, chegou nesta semana à capital a nova garrafa de vidro de um litro do Guaraná Antarctica, retornável, que tinha sido retirada de circulação mais de dez anos atrás.

“Esse vasilhame tem um apelo emocional. Havia muitos pedidos para que voltasse a ser comercializado”, diz Thiago Ely, gerente corporativo de inovações de refrigerantes da AmBev.

A Coca-Cola já oferecia garrafas retornáveis de vidro e de plástico em oito tamanhos, mas essa é uma tendência que deve se espalhar no mercado de bebidas.

O objetivo das empresas é, principalmente, atingir a nova classe média, já que adquirindo o vasilhame retornável de refrigerante o consumidor paga apenas pelo líquido e não pelo recipiente –fica bem mais barato. No caso do Guaraná Antarctica, por exemplo, a economia beira os 60%, considerando os preços atualmente praticados no mercado (cerca de R$ 3,30 pela garrafa de dois litros) e o valor sugerido pela companhia para a nova embalagem de um litro, R$ 1.  

Mas, em tempos de inflação em alta, consumidores de todas as faixas de renda estão no alvo da estratégia, que também possui o apelo da sustentabilidade.

“Essa garrafa é bem democrática, vai alcançar todas as classes”, diz Ely.

A AmBev pretende ir ampliando a distribuição dessa garrafa ao longo dos próximos meses, começando pela região Sudeste.

Em tempo: boa parte do saudosismo relacionado ao vasilhame de vidro vem de uma impressão, por parte dos consumidores, de que a bebida nesse invólucro é mais saborosa. “Essa ideia não passa de lenda. A fórmula é exatamente a mesma”, frisa Ely.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Ações, Bolsa de Valores, Fundos, Inflação, Investimentos, Mercado financeiro, Poupança, Renda Fixa, Renda variável | 05:59

As perspectivas para os seus investimentos em 2011

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É importante reavaliar constantemente a carteira de investimentos –afinal, sempre mudam os objetivos da família, o cenário macroeconômico e as características das aplicações–, mas o início do ano também se apresenta como boa desculpa para uma revisão.

Analisando os movimentos previstos para os próximos meses, as perspectivas para os principais produtos financeiros são as seguintes:

1 – Caderneta de poupança
Apresentou o pior rendimento dentre todas as aplicações no ano passado e não deve apresentar melhor desempenho em 2011, principalmente por causa do esperado aumento da inflação. “O retorno oferecido pela caderneta teria dificuldade para acompanhar a estimada elevação dos preços”, diz Samy Dana, professor de economia da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas).
A vantagem é que a poupança não cobra taxa de administração nem imposto de renda. No entanto, essas regras podem mudar, conforme ameaçado pelo governo algumas vezes entre 2009 e 2010.   

2 – Fundos de investimento
Quanto maior é a expectativa de alta da taxa básica de juros da economia brasileira (a Selic), mais interessantes ficam determinados fundos na comparação com a poupança. Os analistas de mercado já apostam em um incremento de 1,5 ponto percentual distribuído pelo primeiro semestre, o que levaria a Selic a 12,5% ao ano.  
Para escolher um fundo, é preciso analisar o perfil do produto, determinado pelos ativos nos quais o gestor coloca o dinheiro dos cotistas. Para este ano, os que acompanham a variação da inflação e dos juros básicos são os mais indicados. Deve-se ficar atento, porém, aos custos cobrados pela instituição financeira e aos tributos.

3 – Títulos públicos
Em vez de aplicar em um fundo, o investidor pode pular os intermediários e comprar títulos públicos do próprio governo pelo programa Tesouro Direto, pagando, assim, taxas pequenas. Novamente, os especialistas recomendam adquirir os atrelados aos preços (NTN-B) e à Selic (LFT) e evitar os prefixados, cujo retorno é determinado antecipadamente, no momento da aplicação.    

4 – Bolsa de Valores
Se o horizonte está bom para as modalidades de investimento de renda fixa (como os títulos públicos), as quais oferecem baixa probabilidade de perdas, a Bolsa fica menos atraente. Afinal, o risco que se corre ao colocar dinheiro em ações é bastante considerável. “Mas em 2011 veremos a BM&FBovespa subir entre 20% e 25%, tanto por causa do crescimento da economia brasileira quanto pelo cenário externo favorável, já que a situação dos Estados Unidos também está melhorando”, afirma Ricardo Fontes, consultor financeiro e professor. “Só não pode melhorar demais, senão os estrangeiros tiram os seus recursos do mercado local para colocar nos títulos do governo americano. E é importante observar desdobramentos negativos da crise europeia, que atrapalhariam essas projeções.”

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Alimentação, Comportamento, Consumo, Família, Indicadores Econômicos, Inflação, Supermercado | 13:19

A sua inflação pessoal

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A inflação, no Brasil, acelerou neste segundo semestre principalmente por causa da disparada de alguns produtos alimentícios, como a carne bovina e o feijão, que tiveram sua produção no país afetada por problemas climáticos.

Mas a percepção do sobe-e-desce dos preços varia bastante entre cada casa. Se, em determinado domicílio, a conta do supermercado toma a maior parte do orçamento mensal, por exemplo, os aumentos nos itens dessa lista naturalmente pesam e aparecem muito mais. Então, dependendo de quais mercadorias se costuma comprar, ora tem-se a sensação de que as alterações são muito maiores do que os índices registram e, em outros momentos, não se sente a pressão.

Indo um pouco além no exercício de anotar receitas e despesas para controlar as finanças da família, é possível acompanhar melhor as alterações nos valores das mercadorias e dos serviços consumidos com freqüência para fazer eventuais substituições e mudanças de rumo, manter os gastos dentro dos limites estabelecidos e entender de que maneira as mudanças na economia atingem as contas da residência.

A ideia é mensurar a inflação da família, para trocar a impressão das mudanças de preços por estimativas precisas.

Dá um certo trabalho; porém, se envolver todos os parentes, a tarefa traz o benefício extra de fazer com que filhos e cônjuges se comprometam mais com a gestão inteligente do orçamento.

Para os cálculos, é necessário escrever uma relação detalhada de cada tipo de dispêndio da casa. Não basta, então, anotar “supermercado”, como geralmente se procede. Essa vai ser apenas uma categoria de despesas, sob a qual entram os artigos: batata, arroz, bolacha. A cada mês, deve-se somar e lançar nessa listagem os respectivos valores.

Outras classes de gastos precisam ser criadas: educação (mensalidade escolar, material, cursos extracurriculares), saúde (convênio, remédios), transporte (passagem de ônibus, táxi, combustível, a prestação do carro), lazer (cinema, TV a cabo), habitação (energia elétrica, gás, água, aluguel), vestuário (aquisição de roupas, lavanderia).

Caso fique muito complicado, vale começar monitorando apenas a mais importante para o domicílio. 

Depois de seis meses já dá para fazer uma avaliação. Em um ano, porém, a comparação fica mais exata e pode surpreender. É interessante, ainda, fatiar o total da renda pelos grupos, para perceber onde se concentram os gastos –e comparar com o noticiário e os indicadores elaborados pelos economistas.

Na sua observação, como os preços ziguezaguearam neste ano? Deixe um comentário!

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Alimentação, Consumo, Família, Inflação, Supermercado | 17:31

Preços de alimentos devem ser as maiores altas de 2010

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Não é só impressão: a conta do supermercado anda mesmo pesada. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), que acompanha os preços no país, os alimentos devem apresentar os maiores aumentos do ano dentre todos os itens que fazem parte da lista de compras das famílias.

E produtos que têm grande importância no cardápio do brasileiro dispararam.

No período de doze meses encerrado em outubro, o feijão carioquinha e o preto, por exemplo, acumulam elevação de 76,76% e 24,75% respectivamente, de acordo com levantamento da FGV. “O excesso de chuvas atrapalhou a colheita do carioquinha na Bahia no mês passado, quando o preto já estava na entressafra”, explica André Braz, economista da fundação.

O contrafilé subiu 14,97% nos últimos doze meses e a alcatra, 13,44%.

Na média, os ingredientes que compõem uma refeição típica no Brasil (arroz, feijão, carne, alface e tomate) tiveram aumento de 8,38%, enquanto a inflação ao consumidor ficou em 5,14%.

De forma geral, a alta dos alimentos se explica por fatores climáticos –a seca em determinados Estados também encareceu a carne bovina, pois o gado ficou sem pasto, o que obrigou os criadores a investir em ração.

“São todos problemas sazonais. O feijão pode começar a desacelerar em dezembro, como aconteceu com os derivados do trigo, que avançaram no momento em que a cotação do cereal subiu no mercado internacional devido à estiagem na Rússia, grande produtor”, diz Braz. “Esses fatores não se estendem por um prazo longo, não se repetem permanentemente.”

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010 Consumo, Inflação, veículos | 17:00

Manutenção do carro sobe menos do que a inflação

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Além dos preços atraentes e da facilidade para financiar, há mais um argumento para convencer os interessados em comprar um automóvel: os custos de uso e manutenção do veículo estão subindo bem menos do que a inflação no Brasil.

Em agosto, as despesas com o carro (o que inclui produtos utilizados, serviços, impostos sobre circulação e seguros) subiram 0,65%, segundo a pesquisa realizada mensalmente pela Agência AutoInforme. No ano, a alta acumulada é de 1,5%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda não divulgou os números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o oficial do país) relativos a agosto, mas, até julho, o indicador já somava elevação de 3,31% em 2010.

Os artigos relativos ao automóvel que mais subiram no mês passado foram:

lona de freio: +4,08%
estacionamento: +2,65%
lavagem completa: +2,5%
álcool: +2,21%
filtro de ar: +2,11%

Os que mais recuaram no período foram:

alinhamento: -1,97%
mão-de-obra: -1,05%
gasolina: -0,97%
óleo de motor: -0,76%
pneus: -0,47%

“O gasto de maior impacto é o que diz respeito ao combustível, que significa cerca de 30% do custo total”, explica Joel Leite, diretor da Agência AutoInforme. “Aí, a variação dos preços do álcool mexem com o índice. Quando a safra da cana-de-açúcar acaba, no final do ano, as despesas sobem; tornam a cair a partir de março.”

A pesquisa realizada pela AutoInforme considera o uso normal do veículo, não para trabalho. Todo mês, mede-se o preço de cerca de trinta itens na Grande São Paulo, mas a curva é semelhante para todo o país.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010 Consumo, Inflação | 15:58

Pesquisa mostra quais são os supermercados mais baratos do país

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Um levantamento realizado pelo instituto de defesa do consumidor ProTeste identificou quais são os supermercados mais baratos em 21 cidades de 15 Estados brasileiros.

A entidade montou cestas de produtos alimentícios de acordo com os diferentes perfis de consumidores e pesquisou os preços em 1.054 estabelecimentos comerciais em março deste ano.

Brasília tem a cesta de produtos mais cara: lá, o valor do conjunto completo, que engloba 104 itens, é 19% superior ao encontrado em Pernambuco.

Os supermercados mais baratos em cada município são:

Belo Horizonte (MG): Supermercado BH (Liberdade, Jardim América e Carlos Prates)
Brasília (DF): Atacadão (Asa Norte), Super Veneza (Cruzeiro Novo) e Carrefour (Guará)
Campinas (SP): Atacadão (Jardim Santa Genebra), Covabra (Vila Nova) e Carrefour Bairro (Nova Campinas)
Curitiba (PR): Condor (Bigorrilho e Bom Retiro) e Mercadorama (Tarumã)
Florianópolis (SC): Big (Capoeiras) e Imperatriz (Saco dos Limões e Fátima)
Fortaleza (CE): Atacadão (Aeroporto), Assai (Cambeba) e Carrefour (Joaquim Távora)
Goiânia (GO): Atacadão (Conjunto Vera Cruz), Bretas (Vila Legionários) e Peg e Pag (Vila São Francisco)
Guarulhos (SP): Atacadão (Bela Vista), Esperança (Centro) e Assai (Gopouva)
Jaboatão dos Guararapes (PE): Atacadão (Cajueiro Seco), Batalha (Jardim Jordão) e Leve Mais (Candeias)
João Pessoa (PB): Bemais (Cruz das Armas), Bom a Bessa (Aeroclube) e São João (Centro)
Niterói (RJ): Guanabara (Centro), Extra (São Lourenço) e Prezunic (Fonseca)
Porto Alegre (RS): Big (Sarandi), Cavalhada (Camaquã), e Bom (Espírito Santo)
Recife (PE): Makro (Curado), Hiper Bom Preço (Areias) e Lamenha (Ipsep)
Rio de Janeiro (RJ): Atacadão (Vicente de Carvalho), Mundial (Barra da Tijuca e Tijuca)
Salvador (BA): Atakarejo (Parque Bela Vista), Mercantil Rodrigues (Água de Meninos) e Centro Sul (Liberdade)
São Luís (MA): Mateus (Bequimão) e Mateus (Anil e Turu)
São Paulo (SP): Dia (Pinheiros,  Sapopemba e Ipiranga)
Natal (RN): Atacadão (Igapó e Candelária) e Avelino (Potengi)
Olinda (PE): Atacadão (Varadouro), Todo Dia (Caixa D’água) e Extra Bom (Bairro Novo)
Vila Velha (ES): Atacadão (Nossa Senhora da Penha), Epa (Paul) e Poleto (Vila Garrido)
Vitória (ES): Perim (Mata da Praia), Carone (Jardim da Penha) e Epa (Nazaré)

No site da ProTeste (www.proteste.org.br), o consumidor pode simular uma compra e a achar o ponto de venda mais barato para os alimentos e os artigos de higiene e limpeza que costuma adquirir.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010 Aluguel, Casa própria, Imóveis, Indicadores Econômicos, Inflação | 12:52

Inquilino pode negociar o reajuste do seu aluguel

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A FGV (Fundação Getulio Vargas) informou hoje que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) ficou em 0,77% para o mês de agosto. O acumulado em doze meses, que balizará o reajuste dos aluguéis que fazem aniversário em setembro e utilizam esse indicador como parâmetro, é de 6,99%.

Para calcular quanto passará a pagar a partir de outubro, o inquilino tem que multiplicar o valor do seu aluguel por 1,0699. Então, se atualmente desembolsa R$ 1.000, verá o montante subir para R$ 1.069,90.

A variação do IGP-M é o limite máximo para o aumento, mas o morador pode tentar negociar com o proprietário da casa ou do apartamento para estabelecer uma porcentagem menor.

Antes de negociar, o inquilino deve se informar sobre como anda o mercado (Foto: Getty Images)

Primeiro, o inquilino deve se informar sobre como se encontra o mercado de aluguel de residências na sua região, perguntando para imobiliárias, corretores e amigos que trabalham no ramo e lendo os jornais.

É importante saber quanto tempo as casas e apartamentos permanecem desocupados à espera de um novo morador, se a demanda é elevada, e qual é o preço médio dos alugueis novos de um imóvel semelhante ao seu.

Se o mercado não estiver demasiadamente aquecido, a conversa com o locador é mais fácil. O inquilino precisa lembrá-lo da demora para alugar imóveis naquela localidade –deixar a casa ou o apartamento vazio significa, para o proprietário, perder dinheiro.

No entanto, em algumas áreas, como a capital paulista, a oferta anda pequena e a procura, bem grande, o que torna mais complicada a conciliação.

Nesse caso, os melhores argumentos que o inquilino tem são a sua pontualidade no pagamento de todas as obrigações referentes ao imóvel e o bom relacionamento com o proprietário. Mesmo que a demanda esteja em patamares altos, a troca de inquilinos tem custo, e ainda existe um risco de fechar contrato com um morador que não seja tão honesto quanto o anterior.

Outra questão que pode ser colocada sobre a mesa é a diferença entre o valor do aluguel e a prestação de um financiamento para a compra de uma casa ou apartamento equivalente. Quanto mais próximos são os montantes –o locatário deve fazer simulações em alguns bancos, para se munir dos números–, menos interessante fica alugar.

Há que se considerar, ainda, que a recente elevação do IGP-M reflete principalmente itens que não são diretamente relacionados com o mercado imobiliário. Em agosto, os produtos que apresentaram as maiores elevações de preços foram o minério de ferro (+15,08%), o alho (+12,72%) e a soja em grão (+10,55%). Este é mais um ponto a ser analisado na negociação com o locador –uma ideia é propor que desta vez seja empregado outro índice, de variação menor e mais relacionado ao varejo, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e, para a cidade de São Paulo, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Pedir um parcelamento do reajuste também é uma alternativa, assim como oferecer-se para realizar uma melhoria na residência em troca da aplicação de um índice de aumento menor.

Em todas as situações, porém, o combinado deve ser registrado por escrito, a fim de evitar problemas futuros.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010 Aluguel, Inflação | 12:31

Seu aluguel faz aniversário? Preocupe-se com o preço do minério de ferro

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O preço do minério de ferro não é exatamente uma grande fonte de angústia para a maioria dos brasileiros. Mas os inquilinos cujo aluguel faz aniversário nos próximos meses podem começar a se preocupar sim.

Ontem, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) de agosto, que registrou uma inflação de 0,42%. O produto que mais subiu no período da medição, empurrando o indicador (que é uma média dos valores de diversos itens) para cima, foi justamente o minério de ferro: 16,92%.

Acontece que o IGP-M é o índice mais utilizado para o reajuste dos contratos de aluguel residenciais e comerciais. (Não existe nenhuma determinação a respeito –é que esse indicador é um dos mais estáveis, medido desde 1940 por uma instituição idônea.)

A primeira prévia de julho do IGP-M havia ficado em 0,14%, com uma queda dos preços do minério de ferro de 0,63%, e o indicador terminou o mês em 5,79% —essa porcentagem será aplicada na correção dos aluguéis que fazem aniversário em agosto. Para os de setembro, principalmente devido a essa disparada do ferro, a porcentagem deve ser ainda maior.

Os analistas de mercado esperam que o índice chegue ao final do ano na casa dos 8%, com outros produtos pressionando mais, enquanto os preços do minério vão desacelerar um pouco.

“A escolha do índice que corrige o aluguel deve ser sempre combinado entre o proprietário do imóvel e o locatário, o qual deve analisar se o indicador proposto é mesmo o mais adequado”, diz André Braz, economista da FGV.

O IGP-M, pela lei, é empregado na correção das dívidas de Estados e municípios com a União. Por isso, a cesta de produtos é bem mais ampla do que a de itens consumidos pelas famílias, englobando matérias-primas brutas como o próprio minério de ferro, a soja em grão e o algodão em caroço.

Entretanto, nem sempre é verdade que o IGP-M sobe mais do que o indicador de preços ao consumidor. “No período da crise de 2008/2009, esses índices do varejo superaram muito o IGP-M, que até registrou deflação em alguns meses”, lembra Braz.

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