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Arquivo da Categoria Ouro

quinta-feira, 24 de março de 2011 Fundos, Investimentos, Mercado financeiro, Ouro, Renda variável | 05:59

Bancos lançam fundos de investimento para quem quer aplicar em ouro

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O investimento em ouro costuma dar um bom retorno em tempos de bonança e melhor ainda durante crises econômicas e políticas, como as de agora.

Visto como um refúgio seguro contra as turbulências, o metal tem sido bastante procurado nos últimos meses. E, de olho no crescimento da demanda, grandes bancos brasileiros criaram fundos especiais para facilitar a aplicação nesse ativo. (As outras opções de acesso a esse mercado são: comprar títulos negociados na Bolsa de mercadorias e futuros ou pequenas quantidades, em forma de barras, de lojas especializadas.)    

O fundo estruturado pelo Itaú Unibanco se chama Capital Protegido Invest Ouro, tem aporte mínimo de R$ 5 mil, taxa de administração de 1,9% ao ano, e está aberto para clientes Personnalité (de alta renda) até 31 de março ou até que atinja um patrimônio de R$ 200 milhões.

O do Santander foi batizado como PB Ouro Capital Protegido Crédito Privado.

Os dois possuem a designação “capital protegido” porque possibilitam lucro quando o metal se valoriza e também quando cai, segundo limites determinados.

No caso do produto oferecido pelo banco espanhol, o cliente ganha toda a subida registrada pelo ouro se as cotações avançam até o máximo de 45% acumulados em qualquer momento durante os 18 meses de vigência do fundo. Para elevações superiores no intervalo, o retorno fica travado nesse nível.

Entretanto, acontecendo uma queda de até 25%, ainda assim o cotista é remunerado em igual porcentagem. Por exemplo, para baixas de 15%, recebe-se um rendimento de 15%. Desvalorizações acima desse patamar simplesmente não são consideradas. “Nessa hipótese, o cliente não ganha nem perde nada, diferentemente do que ocorreria se tivesse comprado o próprio metal”, explica Cristiano Ehlers, superintendente de private banking do Santander. “O ouro defende bem os reucursos contra a inflação e apresenta-se como uma boa alternativa para a necessária diversificação das carteiras.” O fundo do banco cobra uma taxa de administração de 1,75% ao ano e pede um aporte mínimo de R$ 100 mil, porém já foi encerrado para captações.

A tributação de fundos multimercados como esses segue uma tabela regressiva –considerando o prazo de 18 meses dos produtos citados, o imposto fica em 17,5% dos ganhos.

As instituições financeiras apostam que a tendência para o metal continuará sendo de alta porque as turbulências internacionais que vão se emendando umas nas outras desde 2008 parecem estar longe do fim.

“Não se sabe como ficará a questão do endividamento dos países periféricos da Europa, como a economia dos Estados Unidos se comportará conforme o Federal Reserve, seu banco central, for retirando o anabolizante, se haverá inflação nos países ricos, e qual será o desfecho das transformações no mundo árabe. Todas essas questões darão suporte ao preço do ouro”, diz José Inácio Franco, diretor da Ello Metais, joint-venture entre os grupos Fitta e Marsam, que comercializa barrinhas.

E esse movimento se retroalimenta. Quanto maiores as instabilidades, mais os investidores buscam o ouro, causando o medo de que falte o metal no futuro, o que provoca uma corrida.

“Na quarta-feira, a cotação estava em US$ 1.440 a onça-troy [aproximadamente 33 gramas]. Alguns analistas estimam que possa chegar a US$ 1.800 ou até US$ 2.000 no final do ano. Esse cenário só se materializará na medida da intensidade com que os problemas mencionados ou outros novos se manifestem”, comenta Franco.

Outro fator que poderia impulsionar os preços no Brasil é uma desvalorização do real ante outras moedas fortes, como o dólar. Já que o ouro é cotado no mercado internacional, suas altas acabam amplificadas no país quando a divisa local recua, pois acaba sendo necessário mais dinheiro para comprar o mesmo opinião. Na opinião de alguns economistas, a cotação da moeda brasileira não se sustentará no atual R$ 1,65 por muito tempo mais, pois esse valor é prejudicial ao país.

Para o objetivo de diversificação de portfólio, os gestores sugerem que o investidor aloque entre 5% e 10% do seu patrimônio total em ouro.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010 Ouro | 17:00

Crise na Europa faz cotações do ouro disparar

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O temor do mercado internacional com a crise na Europa fez as cotações do ouro disparar. As agências de classificação de risco rebaixaram a nota da Grécia e de Portugal na terça-feira, dia 27 de abril, e reduziram a nota da Espanha nesta quarta-feira, dia 28. Com isso, essas empresas informaram aos investidores que consideram mais provável que os governos grego, português e espanhol não paguem o que devem.

O caso de Portugal é emblemático. A entrada do país na Comunidade Europeia e sua adesão à moeda única fez com que seu parque industrial fosse sucateado. A economia portuguesa hoje concentra-se em  turismo e produção agrícola, setores que não são capazes de garantir o crescimento e a solvência do país. Outros países da Europa, como Irlanda e Itália também encontram-se em uma situação parecida.

Esses temores fizeram os preços do ouro disparar. Na Bolsa de Londres, o metal bateu seu recorde de preço. Cada onça-troy (31,1 gramas) era negociada a US$ 1.174, superando o recorde de dezembro do ano passado. Na BMFBovespa, o grama do ouro fechou a R$ 69,10, nível mais alto desde março de 2009.

É bom investir em ouro? Para a grande maioria dos investidores, a resposta é não. Esse é um mercado para profissionais, altamente especulativo e, o que é pior, pequeno: em média foram negociados apenas R$ 724 mil por dia nos últimos dois anos, o que é pouco para os padrões do mercado financeiro. Uma ordem de compra ou venda um pouco maior de um investidor institucional ou de um fundo de investimentos pode distorcer fortemente os mercados, provocando prejuízos nos pequenos investidores.

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sábado, 27 de março de 2010 Ações, Dólar, Ouro, Poupança, Renda Fixa | 18:00

Ouro foi a melhor aplicação do 1º trimestre

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O primeiro trimestre de 2010 está quase acabando. Nesses três meses, os investidores que desconfiaram do mercado financeiro e evitaram correr riscos são os que mais têm motivos para comemorar. Na ponta do lápis, as melhores aplicações foram:

– em primeiro lugar, o ouro, que subiu 9,5% até o dia 26 de março. As cotações do metal foram turbinadas pela alta dos preços internacionais do ouro. Um tradicional instrumento de proteção em momentos de temor, o ouro brilhou no trimestre devido aos problemas de alguns países europeus, principalmente a Grécia.

– em segundo lugar, o dólar, medido pelas cotações do mercado interbancário. A moeda americana apreciou-se 4,7% em relação ao real. Houve dois motivos principais. O primeiro foi a percepção do mercado interno que o Brasil vai ter de gastar dólares em 2010 para pagar suas importações e suas dívidas externas. O segundo foi a valorização internacional do dólar, também devido aos problemas na Europa. Temerosos, os investidores venderam euros e compraram dólares, elevando os preços da moeda americana.

– em terceiro lugar, as aplicações de renda fixa. Os juros de mercado acumularam uma valorização de 2,01% no trimestre. Apesar de estarem no patamar mais baixo da história recente, os juros ainda são uma boa aplicação para os investidores que não querem correr riscos.

– as piores aplicações foram as cadernetas de poupança, que renderam apenas 1% no trimestre, e as ações. O desempenho do mercado acionário, medido pelo Índice Bovespa, foi uma alta de 0,14% no primeiro trimestre. Os dados foram elaborados a partir do sistema Economática.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 Ouro | 11:13

George Soros investiu mais em ouro. Vale a pena?

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O megainvestidor George Soros aumentou seus investimentos em ouro. O húngaro naturalizado americano, que ganhou um bilhão de dólares em 1992 ao especular contra o Banco da Inglaterra e continua sendo muito ativo no mercado, recentemente ampliou seus investimentos em fundos que aplicam no mercado de ouro. Como fazer se você quiser adotar essa estratégia?

O mercado de ouro para os pequenos investidores brasileiros é bastante complexo. Quem quiser investir pode comprar ouro no mercado de balcão – comprando e vendendo de uma corretora – ou no pregão da BMFBovespa.

Para operar, é preciso se cadastrar em uma corretora, e se sujeitar às cotações de compra e venda (no pregão) ou ao preço de venda e de compra oferecido pela corretora (no mercado de balcão).

Os melhores preços – com menos diferença entre a compra e a venda – são oferecidos no pregão, mas o investidor só pode operar com lotes mínimos de 250 gramas. Pelas cotações da sexta-feira, dia 12 de fevereiro, isso seria pouco mais de R$ 16 500, sem contar taxas de corretagem e custódia, parecidas com as das ações. Na sexta-feira, o único contrato de ouro negociado na BMFBovespa saiu por R$ 66,15 o grama.

Ao negociar no mercado de balcão, o investidor sujeita-se aos “spreads” (as diferenças entre compra e venda) oferecidas pela corretora. Nesse caso é possível comprar apenas um grama de ouro, mas o preço difere do negociado no pregão.

Ouro é bom negócio? Apenas em alguns casos. Historicamente, o metal serviu como reserva de valor de última instância ao longo dos últimos 500 anos. Isso valeu até há pouco tempo. Teoricamente, se uma guerra nuclear devastasse Europa e Estados Unidos, ele manteria seu valor. Hoje, os derivativos financeiros substituíram o ouro como instrumento de poupança.

No Brasil, o mercado de ouro tem duas dificuldades para os pequenos investidores. Ele é bastante técnico (ou seja, há vários fatores que influenciam nos preços) e, principalmente, pequeno. Como há poucos negócios, os preços oscilam muito se um investidor um pouco mais parrudo entrar no mercado ou sair dele rapidamente.

Ou seja, o mercado de ouro é aberto à especulação. Serve para arriscar pequenas quantias como diversificação de portfólio, e mesmo assim com cuidado.

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Ouro | 11:13

George Soros investiu mais em ouro. Vale a pena?

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O megainvestidor George Soros aumentou seus investimentos em ouro. O húngaro naturalizado americano, que ganhou um bilhão de dólares em 1992 ao especular contra o Banco da Inglaterra e continua sendo muito ativo no mercado, recentemente ampliou seus investimentos em fundos que aplicam no mercado de ouro. Como fazer se você quiser adotar essa estratégia?

O mercado de ouro para os pequenos investidores brasileiros é bastante complexo. Quem quiser investir pode comprar ouro no mercado de balcão – comprando e vendendo de uma corretora – ou no pregão da BMFBovespa.

Para operar, é preciso se cadastrar em uma corretora, e se sujeitar às cotações de compra e venda (no pregão) ou ao preço de venda e de compra oferecido pela corretora (no mercado de balcão).

Os melhores preços – com menos diferença entre a compra e a venda – são oferecidos no pregão, mas o investidor só pode operar com lotes mínimos de 250 gramas. Pelas cotações da sexta-feira, dia 12 de fevereiro, isso seria pouco mais de R$ 16 500, sem contar taxas de corretagem e custódia, parecidas com as das ações. Na sexta-feira, o único contrato de ouro negociado na BMFBovespa saiu por R$ 66,15 o grama.

Ao negociar no mercado de balcão, o investidor sujeita-se aos “spreads” (as diferenças entre compra e venda) oferecidas pela corretora. Nesse caso é possível comprar apenas um grama de ouro, mas o preço difere do negociado no pregão.

Ouro é bom negócio? Apenas em alguns casos. Historicamente, o metal serviu como reserva de valor de última instância ao longo dos últimos 500 anos. Isso valeu até há pouco tempo. Teoricamente, se uma guerra nuclear devastasse Europa e Estados Unidos, ele manteria seu valor. Hoje, os derivativos financeiros substituíram o ouro como instrumento de poupança.

No Brasil, o mercado de ouro tem duas dificuldades para os pequenos investidores. Ele é bastante técnico (ou seja, há vários fatores que influenciam nos preços) e, principalmente, pequeno. Como há poucos negócios, os preços oscilam muito se um investidor um pouco mais parrudo entrar no mercado ou sair dele rapidamente.

Ou seja, o mercado de ouro é aberto à especulação. Serve para arriscar pequenas quantias como diversificação de portfólio, e mesmo assim com cuidado.

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